A Cidade Muderna
Um dia, soube que em dias que os pinheiros não dançam
É dia de aquietar-me também,
Não é bom contrariar a dança dos pinheiros...
Constatei em experiência empírica
Mas vem o racionalismo anti-romântico da cidade moderna e diz:
"Não são os pinheiros que dançam
O vento que os balança"
Digo eu então, sou filha de Iançã,
Não contrario o vento também...
Dia que não venta é dia de me recolher, de refletir
De organizar as idéias e afazeres pra seguir a vida
De ir devagar pra respeitar o próprio corpo
Mas vem o racionalismo arrasador da cidade moderna e diz
"Você não tem tempo pra isso"
E eu descubro que cidade moderna não é um espaço...
É um estado de espírito...
Escrito por Lila às 12h08
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