| |
Depois de muitos “nãos” finalmente ouvi um “sim”. Por um lado isso é bom, porque só fracassos não permitem que as pessoas avancem, desanima (confesso que estava um tanto desanimada com a minha música...). Por outro lado, não sei se foi o momento mais oportuno, porque nos anos anteriores estava mais bem preparada para apresentar as músicas que eu inscrevi no festival. Nos outros anos os arranjos estavam prontos e ensaiados com alguma antecedência, mas as bandas foram formadas com finalidade apenas festivalística (se é que posso usar esse neologismo), sem proposta de continuidade. Talvez uma aprovação nos anos anteriores pudesse ter dado o gás que não veio até hoje, mas o fato é que não ocorreu. A estréia da banda Pagú, batizada às pressas, com apenas duas semanas de formação e pouco mais de três ensaios foi já de cara em cima do palco, perante os juizes do Festival Interunesp de MPB. É óbvio que estávamos cruas (eu me incluo nessa porque grupo é grupo, não existem indivíduos que estão prontos e outros que não quando o produto que se pretende é o todo). Serviu de lição para entender a necessidade real de se fazer um milhão de vezes a mesma coisa até que fique bom, a vantagem disso é que quando eu falo que precisa ensaiar ninguém vai ficar me olhando como a chata, a crica, a que pega no pé, etc. Serviu para pesar o quanto somos capazes e corajosas, e o quanto podemos melhorar. Dessa vez, o grupo parte de afinidades, de amizade, do gosto pela música e pela arte, coisas que pesam mais, sob meu ponto de vista, que o conhecimento técnico de música, que pode ser adquirido por qualquer indivíduo. As meninas estão melhorando a olhos vistos, consequentemente eu também acabo estudando muito mais para poder auxiliá-las nesse processo. Acho que foi o primeiro festival de Ilha Solteira que eu curti de verdade, sem a sensação de frustração e incapacidade. Não fomos para a final no Domingo, mas quem liga? Só nós sabemos o quanto significou estarmos lá. Um grupo com 2 semanas logo de cara com 3 músicas para apresentar (1 minha e duas da Bel) já é uma grande conquista. Como disse o cara de Araraquara, de quem eu não recordo o nome (viva o thc), se não fosse bom não teria chegado até ali. Outro fato que me chamou a atenção no festival é que o critério de seleção não foi a política da boa vizinhança como nos outros anos. As escolhas não foram para agradar a todas as unesps, pegando um pouco de cada câmpus nas músicas selecionadas e uma de cada para a final. As que foram pra final mereceram mesmo. Voltei revigorada e percebendo que entrou mais música em mim do que saiu. Agora tem muita música querendo sair nos tempos próximos.
Escrito por Lila às 14h14
[]
[envie esta mensagem]
|
|