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Uma rapidinha
Acabou a greve nas públicas, pelo enos a de professores e funcionários, em Bauru, como já disse, entramos em greve de estudantes antes, tem assembléia segunda feira...
Estou indo pra casa da Fer em Bertioga, só volto domingo, depois eu conto os acontecidos.
Beijos a todos!!!
Escrito por Lila às 13h05
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poesia fresquinha!!!
Por onde anda?
O que ficou nem sei
O que vai ser não importa
A porta aberta, coragem!
Tudo escuro
Não vejo nada
Por que cheguei de madrugada?
Também nada ouço
Nem meus próprios passos
Nem a voz
A voz, onde está?
Quem sabe onde está conta-me!
Diga-me, mostra-me!
A voz, onde está?
Preciso dela para viver
Preciso... Viver
Escrito por Lila às 15h45
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Sem poemas, sem idéias... comecei um desenho, tentando fazer bem realista, mas depois do mini curso que fiz (foram só oito horas, mas fez bastante diferença...) fiquei mais crítica, mais detalhista, aí cansei antes da metade. Diga-se de passagem, bem mais detalhista... Quando eu quiser desenhar durante uma tarde inteira eu tento de novo.
Empenhada em ensaiar músicas próprias com o papai para gravar semana que vem, ajudando a escrever um projeto de divulgação de músicas autorais, enfim... bendita greve , tá rendendo...rs...
Não acho que seja tão boa assim (a greve, o que mais?!!!). Minha irmã vem pro Brasil no que seriam minhas férias de fim de ano e eu não vou ter férias... fazer o que? Meu gatinho teoricamente tb estará no Brasil nesse período... ai ai... incertezas...
Agora, finalmente alguém me emprestou um livro do Guimarães Rosa, que eu estava com vontade de ler faz tempo. Meu primo Tadeu me emprestou, junto com um dicionário com todos os neologismos dele. O dicionário é fantástico (umas 50 vezes maior que o livro...rs...)!!!
Acho que por enquanto é só... está meio diário o post de hoje mais fazer o que? não estou em crise...rs... (fico mais criativa em crise, mas estou curtindo estar bem!!!)
Escrito por Lila às 23h54
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muito assunto pra pouca atualização
Eu queria ter atualizado ontem, mas cheguei em casa com muito sono e ainda tava com fila aqui pra usar o computador. Agora acumulou um pouco assuntos de ontem e hoje. Ontem eu e a Fer fomos a um encontro pagão. Pra variar um pouco agora vou falar sobre minhas impressões. Há algum tempo não tenho religião mas tenho minhas crenças, um pouco bagunçadas e desestruturadas, concordo, mas tenho algumas coisas que me é convenienten manter. Fiquei com uma questão martelando na minha cabeça, e creio que é pouco provável que alguém chegue a uma resposta para ela. Por que as pessoas precisam acreditar em alguma coisa? A maioria das pessoas que estavam lá se dizem pagãs, mas nem se define direito o que é ser pagão. Apesar disso todos tem alguma crença, algo que julgam verdadeiro, uma forma mágica de interpretar a realidade. Mudam as formas, continua algum pré conceito. Um clolega se ofereceu para dar uma palestra a respeito da volta de cristo (se eu acredito nisso ou não não vem ao caso), mas apesar de ele ter bastante conhecimento a respeito do que ele se propos a falar, por causa de um simples nome não foi permitido. Detalhe básico, o palestrante desse encontro era de uma espécie de escola que mistura uma porção de coisas que vai do tarô a psicologia, sinceramente tenho dúvidas se ele sabia do que estava falando. Pra mim valeu para conhecer pontos de vista diferentes, para reforçar minha crença em energias e sobretudo na minha intuição. Depois fomos para a casa de uma das garotas que estavam no encontro. Tenho a sensação que muitas daquelas pessoas estavam energeticamente bagunçadas. Mechem com coisas que não tem conhecimento suficiente pra mecher, e dá no que dá. minha sensibilidade acaba por não suportar. Eu cismei de ir embora sem motivo. Tudo que estou escrevendo são análises posteriores. Continuo entendendo a própria vida com algo mágico. Não são necessários ícones para saber disso, nem procurar entender de onde veio e pra que veio tudo isso. Basta viver. Não consigo ver nenhuma diferença entre fazer uma prece e invocar um deus urso para se proteger.
Reflexões do sábado sobre seres humanos. Andando no centro da cidade para ver uma exposição, estava com uma recém conhecida. Ela disse que não gostava de andar lá por que é muito feio. Eu não consigo enxergar aquele espaço como um lugar feio. Tem prédios onde as pessoas se amontoam, mal conservados, isso é um fato. Mas essa é a realidade da maioria da população. Lá vivem pessoas, pessoas iguais a nós, que tentam ganhar a vida da melhor forma possível. Eu ando sem medo de ser assaltada, se as pessoas falam comigo eu falo com elas, não é por estarem mal vestidos que são ladrões ou psicopatas. Outra coisa que me chamou bastante a atenção é o quanto incomoda para muitas pessoas coisas simples, como por exemplo roupas no varal expostas, se todo mundo usa roupas e elas precisam ser lavadas. O que tem de horrível nisso? Eu não vejo como horrível, me chamem de louca se quiserem. Falar com as pessoas que estão me atendendo em estabelecimentos comerciais pra mim é essencial. Às vezes perdemos de vista que são pessoas como nós, e não robos que nos servem. O que custa falar bom dia e sorrir? É tão difícil assim ver seres humanos como seres humanos e tratá-los como tal? Pra mim isso é o mínimo que dá pra fazer. Não preciso dedicar horas pra ajudar outras pessoas e me achar o máximo por isso. Não preciso distribuir cestas básicas e achar que estou salvando o mundo. Não preciso de grandes gestos revolucionários. Mas é possível que eu modifique, um pouco que seja da minha vida e das pessoas que estão a minha volta, independentemente de conhecê-las ou não. Tenho chamado isso de exercício de humanização, e tem sido interessante.
Agora o Caiubí, onde fui hoje, não vou me estender muito. Não estou com vontade de ir lá mais. As panelinhas estão se fechando, jogos de intriga se formando, orgulho, ganância, coisas que me fazem mal explícitas. Não vou a lugares que não me sinto bem. Não faço coisas que não tenho tezão de fazer (lógico que sempre que isso é possível). Tenho a impressão de que lá não é o lugar que nosso trabalho vai para a frente. Outras janelas estão se abrindo, ainda que pequenas. Só tenho que continuar no exercício de controlar minha ansiedade. Com calma as coisas se ajeitam.
Escrito por Lila às 00h52
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Sobre valores
Engraçado como nos relacionamos com cada pessoa de uma maneira. Não por sermos falsos ou coisa parecida, mas por uma relação ser uma via de mão dupla, não envolve só o que eu penso e sinto, envolve o que duas pessoas, com histórias de vida e visões de mundo diferente pensam. Isso me confunde um pouco, porque apesar de eu entender o que é certo e errado como conceitos completamente relativos, vivo numa sociedade que tem o hábito de julgar. Às vezes acho um pouco estranho eu não me sentir culpada pelo que faço, mas caralho, se eu não considero errado, só por que a maioria das pessoas acha que é, não tenho porque me sentir culpada. Meus amigos são amigos e ponto, a liberdade que tenho com eles não é uma coisa banal, mas uma conquista. Por que não posso ter a liberdade de beijá-los ( e beijá-las) nos lábios? Quem disse que não posso? Sei que isso envolve uma série de valores morais, mas a moral foi criada, não é algo que veio do além, e queiramos ou não está sendo modificada constantemente. Meus valores são os meus valores e também tem um motivo. Continuo fazendo o que acho certo (não o certo absoluto, o certo que eu julgo certo pra mim) e não me sentindo culpada por isso.
Escrito por Lila às 00h54
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sujeito a alterações
Escrito de madrugada ontem ou anteontem
Invocação
Invoco meus antepassados
Que foram arrancados de seus lares e acorrentados
privados de sua liberdade
busco sua alma, sua força
pra conquistar minha liberdade
da violencia do desejo e da exploração
do aparente poder
Minhas dores
morrerão todas a míngua
porque busco agora vida
A dor não é mais forte do que o som
não sou de aço, mas tenho o som
dentro de mim
Este som é pra minha alma
não pra minha voz
Escrito por Lila às 14h04
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Idéias jogadas e embaralhadas na minha cabeça. Estou bem, e acho que caantei hoje com muita vida, com mais do que vinha fazendo ultimamente. Estava realmente com vontade de cantar... quer dizer... ainda estou. Estou com vontade de escrever um poema, mas tb não sei como escrevê-lo.... tenho vaga noção do que quero falar... daqui a pouco ele pula da canteta, não preciso me preocupar com ele. Amanhã vou cantar bastate tb!!! Sei que tem algo quentinho e aconchegante dentro de mim. Gosto dessa sensação. Gosto tanto que tenho um pouco de medo que ela acabe... mas fico feliz por estar me sentindo assim... Procuro as palavras pra falar sobre isso, mas as palavras não são tao quentes quanto o que sinto... hora dessa, as palavras certas aparecem...
Escrito por Lila às 02h05
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Vote Zero
Seguindo a sugstão da minha queridíssima amiga Fernanda, com quem passei a tarde conversando pelo msn (que triste, perdi toda a programação da rede globo de domingo a tarde, que é excelente...hahaha), e também porque não tinha nada pra por no blog, não estou com grandes crises, minha criatividade anda em baixa, a dias não escrevo, nem desenho, nem componho... nadinha mesmo (sinceramente isso não me preocupa... tem hora que quase explodo de tantas idéias, depois seca... até a próxima mega descoberta que muda minha vida... acontece muito...rs..rs..) vou falar da campanha eleitoral da minha amiga zero. Eu ela e a Fer fundamos o PA! (partido anarquista, apartidário, apartidal, a o que vc quiser...). A Zero é candidata a eleição pra prefeito e para vereador em todas as cidades do Brasil. Já temos uma comunidade no orkut pra discutir as propostas de governo e tudo . A brincadeira é, nas eleições vamos apertar o número zero na urna eletrônica e depois o botão verdinho. Simples, né? estamos discutindo a vantagem de fazer isso.
Escrito por Lila às 01h51
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Cansei de brincar de blog, to brincando no orkut!!! 
Escrito por Lila às 00h38
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Sem sono
Não consigo dormir. Meu corpo está cansado, mas mesmo assim minha cabeça não para. Será que sou burra por confiar tanto nas pessoas? Minha ingenuidade às vezes me prejudica. Não gostaria de ter que colocar na minha lista de coisas a aprender desconfiar das pessoas... Isso é só uma das milhares de coisas que andam me incomodando. Ontem fiquei o dia todo de cama, sem comer praticamente nada. até o chá de camomila que tomei vomitei. Hoje eu comi aproximadamente 1/4 do que como normalmente... Que droga. Detesto não ter nada sob controle, embora saiba que isso costuma ser normal. Parece que minha vida saiu de minhas mãos novamente, Não consigo controlar minhas emoções e fico doente por causa disso... Aí fico de novo me sentindo a pior pessoa do mundo, por que no fim das contas eu sou responsável até por não conseguir me manter minimamente bem.
Com relação a música as coisas, pra variar, estão muito complicadas. As contas aqui em casa se acumulam, não conseguimos montar uma banda, as perspectivas de conseguir gravar um cd demo que sejam ficam mais distantes. A questão finaneira é o que mais pesa, e me pesa não ter a menor condição de resolver o problema. Procurar emprego em Bauru já tentei, vender bijouterias e bolos ir de bike pra facul, é o possível, mas não resolve o problema. É muito pouco perto do que precisamos. Fico pensando se com tantas dificuldades realmente vale a pena levar pra frente isso como um projeto de vida, que sinceramente é o que eu gostaria que fosse a música pra mim...Talvez seja realmente melhor colocar os pés no chão e buscar outras formas... embora eu saiba que qualquer opção vai me doer muito... As coisas não caminham. O problema não é estarem lentas, por que se estivessem apenas lentas, com um pouco de paciência se resolveria, mas elas realmente não caminham, e não é a primeira vez que eu estou presenciando essa história. Não sei mais o que fazer. Sei que não posso ficar sem dormir por causa disso, sei que não posso ficar doente por causa disso... não posso , não posso e não posso... e o que eu posso? Sinceramente, gostaria de saber...
Escrito por Lila às 02h15
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Furou...
Ainda estou aqui em Sampa... O lance do meu estágio furou grandão, fiquei malzona ontem, mas agora está tudo bem... O triste é que seria o lugar ideal pra eu ficar com a cabeça em ordem de vez!!! Fazer o que?!!! O jeito é me ocupar com outras coisas. Trouxe meus lápis de cor pra cá, vou ver se compro cançon esta semana pra terminar alguns desenhos. Hoje eu e meu pai terminamos de músicar uma de minhas letras, aí vai!!!
Conceber
Todo mistério de um novo dia Um horizonte sem fim Toda beleza de ser agora Nasce algo dentro de mim Dentro de nós Algum desejo de ser feliz Algum desejo de ser só paz Secretamente a gente sente Que já sabe o que fazer E tudo é conceber
planta nasce Rasga a terra Corta o ar E cresce enfim
Água fonte Rio em núvem Chuva escorre Cai em mim
Sol nascendo Claro dia Cai a noite Não é o fim
Tempo de se viver Tempo de conceber
E a vida é agora Com todo seu movimento Surpreendente Que mesmo sem palavras Sutilmente a gente sente Que tudo é conceber
Escrito por Lila às 23h21
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Movimento... estágio... viagens...
Este fim de semana fui pra Campinas, no encontro de universidades públicas do estado de São Paulo. Foi a tentativa de ver se estou em condições de voltar a atuar politicamente... Acho que ainda foi muito pesado pra mim, voltei ainda bastante desacreditada, mas pensando sobre formas diferentes de atuação. Escrevi bastante a respeito, mas ainda está tudo muito confuso na minha cabeça... Assim que eu conseguir organizar alguma coisa compreensivel eu posto. No sábado a noite, ao in'vés da mesa de um debate sobre opressão fui ao show do Antônio Nóbrega... Show daqueles que te transformam em uma pessoa diferente para o resto da vida... a convivência com meus amigos é o que salva nesses encontros políticos altamente desgastante... Agora estou indo pra Itaúnas, um parque estadual no norte do Espírito Santo, fazer um estyágio com educação ambiental e dar umas oficinas (papel reciclado, percepção sonora, e não lembro o nome da outra...) Vou ficar lá um mês... espero sinceramente que a greve da facul não volte nesse meio tempo, mas se voltar também que se foda, depois eu penso em como resolver... pra tudo dá se um jeito.
Agora um poema escrito no fim de semana
Se as pessoas lessem poesia
Pessoas nos dias
Que se sussedem em prosa
De tempo de relógio e calendário
De história pronta e conflito obrigatório
Tem músculos de tábua
Martelos nas cabeças
Olhos vendo vultos
Respiram vícios, não dormem
SE as pessoas lessem mais poesia
Não seríamos escravos do tempo
Respiraríamos tardes tranquilas
Lágrimas portando um profundo mistério
Seriam deliciosamente desvendadas
Sentiríamos o vento em nossas faces
E se as pessoas fossem poesia
A vida seria inesperada
Cheiro de fruta e flores verdadeiros
As mão seriam quentes
Olhos entrariam nos olhos
Lábios alcançariam estrelas
Vozes não se atropelariam, escorreriam
Lentas e suculentas
O sol douraria cabelos e faces
As folhas caindo seriam um suave cobertor
Ah se as pessoas lessem poesia...
Escrito por Lila às 15h46
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