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Um poema fresquinho, escrito ontem a noite...
Sintético
Trazer concreto
Nem palavras, pessoas
Idéia de olhares, cílios, dedos, lábios, palavras
Idéia de idéias, vida. libido, amor,
sentimentos, sensações, tato, voz
Tudo, perto, distante
Tempo, infinito, instante
Expressar linguagem
Nem verbo, som
Coisa da imagem, gesticulação, respiração, pés, joelhos, sobrancelhas
Coisa das coisas, viver, libidinagens, amar
sentir, tatear, voz
Todas direções
Quaisquer dimensões
Escrito por Lila às 20h03
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Que saudades!!!
E aí leitores?!!!
Nem vou falar de novo que to sem acesso a net e blá, blá...
Vim contar um pouco do que está se tornando o grupo de experimentação sonora. As idéias inicias (digo iniciais porque hoje há muito mais idéias do que no primeiro encontro) eram democratizar o som, no grupo não há uma hierarquia entre as pessoas que sabem música e que não tiveram contato com ela formalmente (não há ninguém que não saiba, todo ser humano já teve contato com ela em algum momento, o que permite que se desenvolva algumas habilidades, suficientes para participar do grupo), desmitificar a história que há um dom, todo ser humano é capaz de produzir som, comunicar-se atravéz dessa linguagem, criar, experimentar e sentir prazer. Outra questão bastante abrangente é a comunicação. O som também é uma linguagem, mas estamos tão acostumados com o verbal que deixamos muito isso de lado. Uma das intensões é ampliar nossa capacidade de nos comunicar atravás do som. Acabo de sair do terceiro encontro do grupo, e estou gostando muito. Tudo o que eu tinha medo antes do primeiro encontro, pelo menos até agora, está sendo superado. A proposta das atividades não está ficando nas minhas mãos, mas sob responsabilidade do grupo todo, nem as discussões estão ficando centralizadas em poucas pessoas, estão todos envolvidos. É fantastico ver como é possivel se organizar coletivamente, sentir prazer na própria construção das experimentações e estar vivenciando. A minha maneira de ouvir e pensar som está mudando muito, e acho que todos estão aprendendo algo novo....
Escrito por Lila às 19h55
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Experimentação Sonora
Ontem me encontrei com o Afonso um pouco antes do horário de encontro do grupo de experimentação sonora. Ele curtiu as idéias que eu tinha levantado, a proposta do grupo. Acho que foi súper bem sucedido esse primeiro encontro, as questões discussões, propostas de atividades e de um novo encontro fluiram, não ficou nenhuma forçassão de barra, foi muito bom. Depois eu posto as idéias que foram debatidas. Ontem fui no SESC também. Teve um show da cantora Virgínaia Rosa, cantando Clara Nunes. Eu ganhei um par de convites. Como já tinha meio quen deixado combinado de ir com a Iza, o outro convite ficou com ela. O show foi tudo de bom!!! Não quero ter aula de quarta a noite nunca mais, só pra poder ir nos shows. Estou encarando isso como uma das formas de estudar música, por isso, de certa forma priorizando esse tipo de atividade. Estudei bastante música essa semana e adivinhem, minha garganta melhorou!!!! Estou bem, pelo menos por enquanto!!! Hoje vai ter uma festa no Bamblues, a galerina de sempre vai tocar (eu, o Biguela, o André, o Turollo , o Ramon...) e tem mais uma banda de forró e uma de hardcore. É pra levantar grana pro buzão até a reitoria, o lance da luta pela contratação imediata de professores, construção de laboratórios, etc, etc.
Até mais...
Escrito por Lila às 17h43
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Tarde tranquila
Hoje, domingo de páscoa, logo depois do almoço meu primo Rodrigo veio pra cá. Trouxe o video game pra ficar jogando com meu pai e meu irmão. Eu fiquei terminando um desenho boa parte da tarde. Até que ficou bom!!! Fiquei com uma puta vontade de pintar em tela, com tintas... ai, ai...Tenho dois desenhos com nanquim inacabados em bauru, porque meu bico de pena estragou. Vou ver se dou um jeito de arranjar um novo... Depois ouvi um pouco de música. O Digo procurou umas cifras na net, e eu pra variar fiquei tocando com ele musicas que eu não conheço... É tão gostoso ver ele tocando... Eu que comecei a dar aulas pra ele antes de ir pra Bauru e hoje a gente toca junto. A Gabi e a Ju vieram um pouco depois. Conversamos bastante. E foi isso. Minhas malas já estão arrumadas pra voltar pra Bauru. Amanhã combinei com o Marcão de fazer os cartazes do grupo de experimentação sonora. Mandei um e-mail pro Afonso que ficou de me dar uma mão com o planejamento da 1a. reunião. Espero que de tudo certo!!!
Escrito por Lila às 20h02
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Ai meu Deus!!!
Título sugestivo, não? Importa pra alguém o fato de eu acreditar ou não em Deus? Isso é uma das coisas que venho investigando ultimamente. Já falei que a religião para mim nesse momento é uma coisa que não serve. Isso não tem a ver com o fato de eu acreditar na ciência, como se religião e ciência fossem coisas opostas. Se eu optasse por crer na ciência, só estaria optando por uma nova forma de crença cega, de fé pura e simples. Nesse momento é a fé sem questionamento que me preocupa. Tento estar com a cabeça aberta a novas idéias. Para isso tenho de me livrar de pre-conceitos, de medo de experimentar e conhecer outras formas de experimetar a realidade. Ontem por causa de uma frase que eu disse meus pais quase morreram... Eles tem medo de que eu eteja descrete de tudo, dizem que eu não fui educada pra isso, etc, etc... Entendo isso como o inverso do que eles entendem. Não estou deixando de acreditar em tudo, mas acreditando em mais coisas e tentando entender como e por que acredito. Como acredito na Dialética, penso que duas coisas podem acontecer, e usando um julgamento de valor momentâneo (bom e ruim relativizados... isso é, nesse momento, não em qualquer outro...) , não vejo nenhuma das hipóteses como ruim. Uma é deixar de acreditar no Deus dos cristãos, com base em tudo o que venho descobrindo, o que nào significa necessariamente deixar de acreditar em Deus. A outra hipótese é enriquecer-me de argumentos, de visões que me permitam dizer que acredito, mas não será de forma alguma a maneira que acreditava antes de começar essa "investigação". O que mais me irrita é que minha mãe, que se diz tão religiosa, teve um chilique e nem ouve o que eu penso... ora... a religião dela não diz que temos que respeitar o pensamento das outras pessoas? Que devemos amar as pessoas como elas são? Que diferença faz pra ela se eu acredito ou não em Deus, ou a religião só serve com as pessoas da mesma religião? Que diferença faz se ao invés de me dirigir a um "ser superior" antes de dormir e conseguir dormir bem se eu fazendo um exercício de controle da respiração consigo o mesmo resultado? Se eu busco os meus ideais porque acredito que as coisas não estão bem do jeito que estão ao invés de fazer isso para "evoluir"? Eu vou ser uma pessoa pior se não acreditar em Deus da maneira que meus pais querem? Nessa ultima questào tem 2 complicadores... um é "a maneira que eles querem" eu não sou eles portanto, não tenho que pensar como eles, o outro é "pior" como eu já disse os juizos de valor são relativos... pior para o que? para quem? Isso é tudo muito confuso, mas estou disposta a ouvir o que as pessoas pensam antes de concordar ou discordar.
Escrito por Lila às 13h11
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Poema inacabado
Pra variar, era pra ser letra de música, mas tá sem ritmo e muito complicado...
Salto de cabeça contra o vento
Sem medo da vertigem
Em frente ao aabismo do inexperienciado
Busco a não negação da vida
Me aproximando do fim dela
Ao mesmo tempo a nego
Enterrando o que eu era
Sendo o que sou
Nova morte começa
Desprendo-me da crença na verdade
Despeço-me das certezas
Abandono dicotomias... vida/morte, bem/mal, certo/errado...
Mergulho na re-criação
Do mundo, de mim
Escrito por Lila às 12h16
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A bomba que eu tentei enterrar e não consegui
Ontem fui a uma médica homeopata. É obvio que minha garganta inflama muito mais do que deveria (onde já se viu alguém que tem amigdalite uma vez por mês no mínimo?!!!) Ela disse que isso tem a ver com uma insatisfação, algo que eu acho que deveria estar fazendo ou dizendo que não estou. Minha mãe estava comigo e disse na hora que tinha a ver com música. Na hora meus olhos se encheram de água. O lance da música é de fato uma questão muito mal resolvia na minha vida. Acho súper complicado essa história de ter que deixar pra depois, ter que ter um diploma que me de alguma condição de sobreivência antes, etc, etc. Racionalmente digiro isso bem mas emocionalmente não. A prova isso é o fato de eu viver doente. Sabendo disso ou eu resolvo essa questão ou eu morro. Nào existe outra alternativa. Sei que não posso largar meu curso como estive pensando milharres de vezes, ainda mias agora que estou tão perto do fim (menos de dois anos). O jeito é , pelo menos por enquanto não manter em segundo plano, mas em paralelo no mínimo. Me dedicar a isso de verdade, estudar música de diversas formas, tocar, dar aulas etc, etc. Sei que é isso o que quero. Estou empolgada com o projeto do grupo de experimentação sonora, e vou fazer de tudo pra dar certo ... embora tenha muito medo de não conseguir encaminhar as coisas direito, de não conseguir trabalhar bem o meu autoritarismo e de nào dar certo, ou de nào dar certo por outrs motivos e eu achar que é culpa minha... sei lá... tenho dificulade de trabalhar com essas coisas, e uma mania que nào perco de sofrer de véspera... Tento manter me tranquila com o lance de montar banda também mas nào dá. Quero encontrar pessoas dispostas a um trabalho sério, que tenham a música como meta de vida como eu, mas isso é pouco provável de acontecer... é complicado a história da música na nossa sociedade, que a tem sempre como um robe, lazer, não como coisa séria... É difícil estar em grupo por causa disso, e já me ferrei nessa história uma pá de vezes... e ainda tem a bagagem do papai, que também tem um histórico de frustrações, de rolos com bandas, com pessoas que estão mais ou menos a fim de tocar . Não dá certo esse lance de querer mais ou menos, gostar mais ou menos, estar a fim mais ou menos, ou se está ou nào se está!!!. Talvez tenha a ver com isso meu medo de men enfiar de cabeça nesse caminho, que não é nada fácil pelo que sei... Tenho me preocupado com outras coisas, que de certa forma tem a ver com isso. Eu pelo menos teoricamente tenho bastante tempo pra resolver me dedicar a musica. Meu pai não. Pra mim é muito triste não ter condições de o ajudar a gravar as músicas dele, o ver tão desmotivado. Gostaria mesmo de conseguir montar um estudio pra ele, pra que ele possa se dedicar de verdade. E sinto que meu tempo pra isso é curto. Nào sei o que fazer em relação a isso. não consigo nem me sustentar em Bauru... Agora etou dando aula de violão, mas estou com apenas uma aluna... A grana não dá nem pra pagar minhas contas, que dirá pensar em comprar os equipamentos necessáios, e não tenho de onde tirar dinheiro... essas coisas todas estão me deixando maluca... Estive falando com minha irmã que está em Londres, a Paula, sobre ir pra lá no fim desse ano. Pedi a ela ajuda financeira, e ela disse que da uma mão, mas só se for no fim do ano que vem, depois que eu me formar. Eu indo pra lá junto uma grana pra comprar os equipamentos, ou tavez compre por lá mesmo, que é bem mais barato do que aqui, mas entre tudo o mínimo de tempo que eu vou levar, sendo bastante otimista, é 4 anos, que pra mim, sinceramente não é muito tempo, mas pra ele.... É muito foda, porque a alternativa mais plausível de resolver isso não é satisfatória... que raiva!!!!
Escrito por Lila às 23h38
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Sobre estar viva...
Estranho título... mas estive pensando...
A morte não é só biológica... não é só falência de órgãos e células... O fato de se viver sem sentir se vivo também é um tipo de morte. Viver sem correr riscos é extremamente desinteressante. Só quando de alguma forma nos sentimos perto da morte sabemos que estamos vivos é o quanto viver pode ser bom. 'Não digo que é bom porque tem muitas coisas ruins nessa vida e nessa droga de mundo, mas tem coisas boas também. Estou tentando fazer coisas que me permitem me sentir viva. Fazer tudo "certo" , sem riscos, sem sofrimento ou tentando não sofrer não causam essa sensação. Procurar coisas que fazem sentido, verdades, religiões, filosofias também não. Experimentação é a palavra...
Eu morri de novo, e morrer é bom
Esse título é mais estranho do que o outro...
Não falo de qualquer morte... trabalho com um conceito interessantíssimo com o qual tive contato recentemente. Não é ruim morrer. A morte iniciática. Hoje sei que morri várias vezes nessa msma vida. Falo da morte iniciática, que gera uma transformação radical no inivíduo... sem sombra de dúvida passei recentemente por uma situação de morte, morte de uma vida que já não éra vida pra começar uma vida de verdade... e quero morrer outras vezes...
Escrito por Lila às 00h31
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Escrito em algum dia da semana passada (acho que na quarta...)
Estou de saco cheio de tudo. Ontem praticamente tentei me matar (não foi exatamente isso que aconteceu, mas minha falta de concentração poderia não ter dado um resultado muito bom...). Não posso assumir responsabilidades... nem comigo nem com mais nada...Estou totalmente desanimada... espero que passe...
Escrito por Lila às 13h15
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