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Aqui estou eu. Vinte e cinco anos na cara e nenhuma vergonha ainda... Professorando em Bauru sem grandes vontades de viver em São Paulo, tentando estudar música estudando que nem o nariz, tentando mudar algumas coisas que não mudam, inclusive a cabeça durice de algumas pessoas. (Engraçado... texto de blog tem coisas genéricas... não se cita nome... vai lá no "algumas pessoas"... ) Meu décimo local nessa cidade por muitos chamada de "Buracuru". Um nome indígena, sabe?! Algumas coisas encaixotadas, inclusive de duas mudanças atrás. outras enjornaladas na cozinha, ainda suja apesar de eu já ter limpado incontáveis vezes durante essas duas semanas de residência. Armários altos, pra variar (ou serei eu que permaneço beixinha nessa terra de gigantes?), escadas e lâmpadas. Atrasos de dobro do tempo do previsto pra maioria dos serviços a mim prestados, dos consertos das coisas da casa, das entregas e instalações de todos os tipos. Neuroses abstemicas de drogas de todos os tipos, principalmente da droga do excesso do que fazer no meu escasso tempo. Síndrome do pânico de tomar decisões importantes e de subir no palco. No palco do artista, da vida? Num picadeiro infinito onde palhaços são mendigos de um mundo cercado de morte. Minha eualma pede para respirar. Respira de uma vez se for capaz. Viver não é preciso, minha cara, não é... Viver pode ou não ser escolha. Por hora escolho viver, chacoalhando em meio a tempestades de areia, que vão e vem e se sussedem nos dias. Abre teus braços para os ventos. São anunciadas mudanças. Será que elas vem???
Escrito por Lila às 01h26
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Ainda existe meu blog na internet!!! não acredito!!!! Que saudades eu estava de você. Provavelmente ninguém mais lhe acessa... tanto tempo só... É... andei meio cansada de escrever... e-mails, blogs, orkuts... Tenho amigos por aí, perdidos pelo mundo, mas acho que acabei por dar preferencia por aqueles de carne e osso... talvez eu tenha raiva de estar distante das pessoas que eu gosto... mas a preguiça de escrever estava superando qualquer resquicio de saudade... E assim fiquei eu... anos a fio sem escrever meus e-mails-cartas, de página e meia de word, na era da internet discada... bem como sem postar algo que valha a pena que alguém leia... não que isso valha, mas realmente eu estava com vontade de escrever.
Escrito por Lila às 01h10
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Ádel e a floresta do silêncio
Ádel, brava guerreira, após longos anos encontrou-se com seu irmão em uma taverna. Nessa noite fria ela e o Technomante se abraçaram carinhosamente por uma eternidade em muitas realidades, permitindo que seus corações se sentissem. Permaneceram naquela troca e as dores de ambos foram adormecendo, seus corpos foram tomados por uma anestesia que se espalhava gradativamente por todos os poros, vísceras, ossos, músculos, veias e artérias. Tomaram parte de um vinho e o restante ofereceram aos deuses. No mesmo ritual Ádel recebeu de seu irmão o bracelete consagrado na montanha onde nunca é dia, um forte objeto de proteção. Ela partiria em duas luas para a floresta do silêncio, em busca de duas ervas que só cresciam lá. Precisava delas para o ritual de desvio do olhar. Conhecia bem o caminho, pois esteve lá mais vezes em busca das mesmas ervas, mas isso não isentava-a do perigo daquela mata fechada, escura, com plantas carnívoras e muitos espinhos. Seu irmão recomendou cuidado, beijou-lhe a testa. Ela beijou-lhe as mãos em sinal de devoção. Além dos perigos da floresta, ainda haviam os perigos do ritual. Um instante a mais da erva no fogo mágico poderia fazer com que a magia ao invés de cair sobre Morgana, recaísse sobre si mesma. Optou por correr o risco, afinal de contas, o que tinha a perder? Qualquer que fosse o resultado seria melhor do que ver seu grande amor Darth cegado pelo feitiço de Morgana, prestando-lhe toda devoção. Enfrentar os perigos da floresta e de um dificílimo ritual não poderiam gerar dor maior do que sentia. Partiu sem hesitar. Ao chegar à floresta, encontrou a primeira erva sem dificuldade. A segunda, no entanto, estava no fundo de uma caverna que Morgana já havia dominado com sua magia, criando um campo energético poderosíssimo. Ao adentrar tal lugar sua força vital começou a ser sugada. Ela não tinha forças para voltar. Quando quase não havia mais vida percorrendo suas veias, o Technomante, seu irmão, materializou-se a seu lado, pegou-a no colo, levou-a até a erva. Ádel pegou a com metade de seu último sopro de vida. Saíram de lá e a caverna desmoronou-se atrás de ambos. Fora a quarta vez que ele salvou sua vida. Lhe devia quatro favores, e sabia que na hora certa saberia como retribuir.
Escrito por Lila às 22h59
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Recebi da Mamãe Caos
Queridos filhinhos e filhinhas,
Achei isto na Internet e o autor preferiu se manter anônimo. Leiam, copiem e passem adiante, sabendo que loguinho eu mesma vou apagar esse texto daqui. A porta NÃO vai ficar aberta para sempre, queridos.
“Os Invisíveis. O conceito de quem eles são e como funcionam são mostrados EM parte no HQ de mesmo nome de Grant Morrisson.
O conceito é simples. Desde o princípio da humanidade forças puxam as cordas nos bastidores para definir a realidade. De um lado temos Aqueles Que Desejam O Controle Total (que passo a chamar somente de Eles). Eles criam o medo em nossos corações. Eles sabem o que é melhor para nós. Eles definem nossa realidade pela manipulação de linguagens e imagens. Eles exigem nossa obediência, nossa lealdade. Eles almejam nossa completa escravidão. Do outro lado temos Aqueles Que Almejam A Liberdade Total (que passo a chamar somente de Nós), uma rede secreta de lutadores liberdade, dedicados à independência e a evolução da humanidade. Nós nos opomos à tirania e ignorância. Nós nos recusamos a ser governados. Nós queremos um mundo onde TODOS terão o que quiserem, até mesmo nossos inimigos.
Isso não é nenhuma novidade. Qualquer um que leu já leu “Mago: A Ascensão” ou viu a trilogia “Matrix” já tem idéia do que é um mundo uma “realidade construída” e de pessoas que lutam para ir além dela.
O lance é que Nós fazemos essa luta de maneira diferente. Não é um exército Deles contra um exército nosso. O mundo JÁ ESTÁ nas mãos deles e partir para a guerra aberta é suicídio. Por isso mesmo agimos em pequenas células, com ações viróticas para minar as forças deles.
E como agimos? De maneiras diferentes e em lugares diferentes. Mas tenha certeza que estamos em jornais, televisões, internet, ruas, baladas e mais próximos do que você imagina. Preste mais atenção nos comerciais, nas pichações nas ruas, nos cartazes colados na calada da noite, nas conversas que você pesca em conduções ou bares. Nossas mensagens estão aí para quem quiser ouvir.
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Quem somos? Complicado dizer. Alguns trabalham sozinhos e são agentes paranóicos na beira da sanidade, mendigos esfarrapados pelas ruas de qualquer grande metrópole. Outros ajudam nossa causa sem nem mesmo perceber – crianças rebeldes nas escolas, esposas revoltadas, trabalhadores que sabotem o estéril mecanismo de produção e consumo. Outros estão na linha de frente da batalha: anarquistas, feiticeiros, párias, terroristas ocultos e pessoas comuns na batalha pelo destino da Alma da Humanidade.
Eu fazia parte dessa luta há alguns bons anos já, só não sabia que havia muito mais gente do meu lado. Faz um bom tempo que saquei essas forças brigando pelo nosso Destino e passei a estudar o que acontecia. Quando saquei tomei meu lugar na guerra e passei a lutar.
A escolha é simples: Liberdade Atemporal ou Controle Eterno. De que lado você está?
A contagem regressiva já começou. Aprendam a ser invisíveis..”
Volto a dizer, queridos, isso VAI ser apagado. Copiem, passem adiante e bem-vindos a frente de batalha.
Escrito por Lila às 07h50
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ultimo post
Olá leitores e leitoras
Eu poderia simplesmente abandonar esse blog e não postar mais sem dar nenhuma satisfação pra ninguém. Resolvi não fazê-lo. Estou encerrando esse blog porque a algum tempo não tem servido aos seus propósitos. Não tenho dado a ele a devida atenção e não tenho procurado colocar textos com reflexões aprofundadas, como pretendia e como fiz por algum tempo. Não tenho conseguido desenvolver textos, nem poesias, porque ainda mantenho como única finalidade de produzí-los atualizar o blog. Tem servido apenas para dar notícias de como estou para as pessoas que de alguma forma se importam com isso. Não que isso seja totalmente ruim, mas o fato é que não foi esse motivo de eu tê-lo criado. Meus exercícios de escrita se darão de outras formas daqui pra frente.
Ultimas notícias. Meu braço está melhor, e é provável que a inflamação do meu tendão supra espinhal tenha sido resultado da minha queda de bicicleta, não de esforço repetitivo pelo violão. Pra zerar só falta fazer a fisioterapia. Darei conta disso em janeiro.
Entreguei o TCC, isso significa que estou formada. Emprego já tenho tb, continuo na casa de bauru com a " segunda família" por tempo indeterminado.
Beijos a todos, obrigada pela companhia por esses anos.
Escrito por Lila às 12h42
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Estou tendo muito mais dificuldade do que eu imaginava pra fazer meu trabalho de conclusão de curso. O pior é que, apesar de por causa da bursite ter conseguido uma súper ampliação no prazo de entrega, o tempo está correndo e não tá ficando bom, e não tenho idéia do que fazer pra melhorar... A Aline disse que um dia parece que baixou um santo e psicografou tcc dela , não podia acontecer o mesmo comigo? Estou entrando em desespero... Tem pouco material, o que tem tem pouca informação, não estou conseguindo aprofundar as análises, vou gritar!!!!
Outra coisa que está me enlouquecendo é ficar sem tocar. Eu entro em crise profunda sem meu violãozinho. Acho que qualquer um que me conhece tem a mínima noção de que música pra mim está muito no fazê-la. Por mais que eu possa cantar e ouvir, fica faltando algo. Mais uma complicação: eu desenvolvi bursite e tendinite ao mesmo tempo, a bursite melhorou mas ainda continuo sentindo muita dor. Hoje, com muito sacrifício toquei pelo menos uma musiquinha, depois de quase um mês sem tocar, pelo menos matei a vontade, mas não é a mesma coisa... Estou ansiosa por voltar a estudar mesmo. Me enlouquece também precisar de ajuda até pra lavar louça. To fazendo quase tudo com a mão esquerda... agora eu sinto que o mundo foi feito pra destros...
Comprei um livro de Yoga... é fato que eu preciso parar de ficar doente... já caí de bicicleta duas vezes esse ano, esse monte de inflamações, cistos, etc, etc... Tá na hora de novo de uma mudança radical no meu jeito de viver. Eu já tive experiência de viver atolada de coisas pra fazer e sei que não vira. Porque eu insisto em achar que vou dar conta de tudo se já sei que tode ser humano vive dentro de limitações? A Saletinha, professora de antropologia, sempre dizia que ser humano é aprender a conviver com o limite. Acho que nunca na vida essa frase fez tanto sentido.
Mudando de assunto, sou uma feliz baurulina. Hoje escolhi a escola que vou trabalhar no ano que vem, porque fui chamada no concurso de PEB I (professor de 1a. a 4a. série do estado). Foi uma das situações mais tensas da minha vida. Aqui em sampa meus pais tavam fazendo uma puta pressão, chantagem emocional e tudo mais pra eu escolher uma escola aqui mesmo. Em São Paulo, logicamente, tinha muito mais vagas do que em Bauru, inclusive nas escolas que dá pra ir a pé da casa dos meus pais. Sem trabalho certamente eu não iria ficar, mas eu continuo achando que seria muito estranho eu voltar a morar aqui. Ontem a noite achei que pela minha classificação nao ia dar pra pegar Bauru, aí tive insônia, só pra variar. Estou morando bem, sossegadinha no meio do mato. Não tava nem um pouco afim de morar aqui, onde não tem lugar nem pra dar uma caminhada tranquila pra arejar a cabeça, não dá pra deitar na grama e ver estrelas a noite... e ainda por cima na casa dos meus pais. Enfim, lá na escola onde foi a escolha, vão chamando pela classificação e cada um escolhe a escola que quer... se tiver vaga ainda...E as vagas vão acabando, passando no telão. Quando fui chamada já estava na 2a. escola do plano C...Vê se pode?! Vai ser um trampo, vou gastar uma grana de condução, porque a escola é perto de casa, mas completamente fora de mão (tudo é fora de mão onde eu moro...) mas to feliz por ter conseguido Bauru. Vai dar pra continuar tocando o coral (e mesmo em poucos meses, com a história de fazer técnica vocal, minha voz está melhorando muito), o grupo com as meninas (nunca fomos exatamente uma banda...).
Deixa eu parar de falar um monte de coisas misturadas e voltar ao trabalho. Beijos a todos.
Escrito por Lila às 19h42
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E aí pessoas?!!! Nao morri não... só estou enlouquecida com meu tcc e digitando só com a esquerda por causa de uma bursite no ombro direito... não aguento mais ficar sem tocar... mas como não tem outro jeito... enfim... fica a fotinho do início da banda Pagu, no festival interunesp de MPB, com a primeira formação, da esquerda pra direita Bel, Vanessa, Eu, Maíra e Marília
Escrito por Lila às 15h11
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Estou em sampa, com um possível cisto no ovário (na verdade torcendo pra ser o tal cisto, o que das hipóteses que o médico levantou é o mais simples de resolver). Farei o ultrassom depois de amanhã. Chateada porque não vai dar pra fazer o que eu queria com o meu tcc. Não dá tempo de fazer a pesquisa de campo, entrevistas, desenhos e analisar. Tenho um mês pra entregar... ou seja... mudou pra uma análise dos documentos produzidos pelo mst sobre meio ambiente... Enfim... tudo o que eu não queria com relação ao tcc está acontercendo... ficou pra última hora, e sob meu ponto de vista é um trabalho que não vai servir pra nada... Já pensei até em me formar só o ano que vem por conta disso, mas não sei se vale a pena, porque formada passo na frente de um monte de gente pra dar aulas de ciências. Estou apanhando pra kct com o coral, que é muito mais sério e mais puxado do que eu imaginava, o que por um lado é ruim nessa época de formatura (já sei que vou ficar muuuuitas noites sem dormir por causa do tcc... ainda tem muuuuuita coisa pra fazer, pra variar os trabalhos da facul estão todos atrasados...), mas por outro é bom, porque é algo que me força a estudar música. Estou andando com diapasão na bolsa e partituras do coral pra solfejar, qualquer tempinho que tenho fico cantando (as pessoas estranham um pouco, mas fazer o que?!!! todos os músicos não tem fama de loucos mesmo?!!!). Queira ou não a banda ainda está num nível que eu não preciso estudar muito (o máximo que faço, que não é fácil também, e tentar encontrar maneiras mais simples de explicar o que sei para elas), e minha aluna de violão está indo muito bem, mas o que sei ainda não exige que eu estude muito pra dar as aulas. Pra variar, a música mais presente na minha vida do que a biologia....rs....rs...
Escrito por Lila às 18h54
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A Cidade Muderna
Um dia, soube que em dias que os pinheiros não dançam
É dia de aquietar-me também,
Não é bom contrariar a dança dos pinheiros...
Constatei em experiência empírica
Mas vem o racionalismo anti-romântico da cidade moderna e diz:
"Não são os pinheiros que dançam
O vento que os balança"
Digo eu então, sou filha de Iançã,
Não contrario o vento também...
Dia que não venta é dia de me recolher, de refletir
De organizar as idéias e afazeres pra seguir a vida
De ir devagar pra respeitar o próprio corpo
Mas vem o racionalismo arrasador da cidade moderna e diz
"Você não tem tempo pra isso"
E eu descubro que cidade moderna não é um espaço...
É um estado de espírito...
Escrito por Lila às 12h08
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Muitas novidades, pouco tempo de conecção. Aí vai uma atualização relâmpago. O concurso de PEB I aprovada com 74,5, fui muito bem. Não saiu a classificação, mas pelo que to sabendo a média foi de 60, ou seja grandes chances de ser chamada já pra começar ano que vem. Meu tcc voltou a andar, a banda Pagú esta ensaiando e melhorando. A casa está tudo de bom e mais um pouco. Só estou p... com a juíza que não deu a liminar que liberaria o material para a cirurgia do meu pai... é uma coisa muito urgente e ela não deu...
Assim que der volto com mais tempo
Saudades de todos
Escrito por Lila às 19h29
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Depois de muitos “nãos” finalmente ouvi um “sim”. Por um lado isso é bom, porque só fracassos não permitem que as pessoas avancem, desanima (confesso que estava um tanto desanimada com a minha música...). Por outro lado, não sei se foi o momento mais oportuno, porque nos anos anteriores estava mais bem preparada para apresentar as músicas que eu inscrevi no festival. Nos outros anos os arranjos estavam prontos e ensaiados com alguma antecedência, mas as bandas foram formadas com finalidade apenas festivalística (se é que posso usar esse neologismo), sem proposta de continuidade. Talvez uma aprovação nos anos anteriores pudesse ter dado o gás que não veio até hoje, mas o fato é que não ocorreu. A estréia da banda Pagú, batizada às pressas, com apenas duas semanas de formação e pouco mais de três ensaios foi já de cara em cima do palco, perante os juizes do Festival Interunesp de MPB. É óbvio que estávamos cruas (eu me incluo nessa porque grupo é grupo, não existem indivíduos que estão prontos e outros que não quando o produto que se pretende é o todo). Serviu de lição para entender a necessidade real de se fazer um milhão de vezes a mesma coisa até que fique bom, a vantagem disso é que quando eu falo que precisa ensaiar ninguém vai ficar me olhando como a chata, a crica, a que pega no pé, etc. Serviu para pesar o quanto somos capazes e corajosas, e o quanto podemos melhorar. Dessa vez, o grupo parte de afinidades, de amizade, do gosto pela música e pela arte, coisas que pesam mais, sob meu ponto de vista, que o conhecimento técnico de música, que pode ser adquirido por qualquer indivíduo. As meninas estão melhorando a olhos vistos, consequentemente eu também acabo estudando muito mais para poder auxiliá-las nesse processo. Acho que foi o primeiro festival de Ilha Solteira que eu curti de verdade, sem a sensação de frustração e incapacidade. Não fomos para a final no Domingo, mas quem liga? Só nós sabemos o quanto significou estarmos lá. Um grupo com 2 semanas logo de cara com 3 músicas para apresentar (1 minha e duas da Bel) já é uma grande conquista. Como disse o cara de Araraquara, de quem eu não recordo o nome (viva o thc), se não fosse bom não teria chegado até ali. Outro fato que me chamou a atenção no festival é que o critério de seleção não foi a política da boa vizinhança como nos outros anos. As escolhas não foram para agradar a todas as unesps, pegando um pouco de cada câmpus nas músicas selecionadas e uma de cada para a final. As que foram pra final mereceram mesmo. Voltei revigorada e percebendo que entrou mais música em mim do que saiu. Agora tem muita música querendo sair nos tempos próximos.
Escrito por Lila às 14h14
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Estou me sentindo praticamente em dois lares. Na Sexta feira meus amigos mudam para a chácara. Eu mudo exatamente um mês depois. Meu quarto atual é o reflexo de como está minha cabeça. O rádio em cima do computador. Tenho o ligado muito. O disman jogado pelo quarto e varios cds fora da capa, principalmente aqueles que tenho ouvido muito, o kind, o da alanis e o da Bel, com quem ando estudando pra tocar, junto com a van e a mali tambem. Os livros de educação, minhas pastas do CEFAM e da facul misturados. São essas as coisas que ando lendo. Voltei a ler muito. Consegui terminar de ler 1984 e comecei a ler coisas sobre educação. Estou estudando pro concurso que eu vou prestar (pra dar aulas de 1 ª a 4 ª séries do fundamental). Tem sido muito bom porque assim eu estou tendo condições de visualizar os erros que eu tenho cometido na sala de aula. Eu faço parte do sistema que desvinculou o ensino da aprendizagem. Os alunos não sabem porque estudam, os professores não sabem porque ensinam. A direção da escola tenta domesticar os alunos autoritariamente. Os professores também, pelo que percebo, em grande parte por exigência da direção. Será que desconhecemos outras formas. Eu estou disposta a procurá-las e espero que ainda tenha voz antes de conseguir.
Escrito por Lila às 01h20
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Férias de postagem
Não voltarei a postar até ter algo que preste pra dizer. Estou de saco cheio do mundo e da maioria das pessoas. Decepcionada com uma pá de coisas (o foda é que a decepção parte do esperar algo de alguém, ou seja, a responsabilidade disso é principalmente minha). Voltei a ter insônias. Voltei a ter gastrite e garganta inflamada, minhas cólicas mesntruais são insuportáveis, TPM ídem. Tenho chorado muito. Meus familiares próximos não estão bem. Não, não está tudo bem.
Escrito por Lila às 01h21
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Episódio III
Descontentamento...
Olhou para o espelho antes de dormir. Os cabelos no rosto tentavam esconder as olheiras profundas, mas não escondiam. A várias noites não conseguia dormir. Quem era aquela pessoa? Não sabia. Seria mais uma pessoa comum? Que acorda de manhã, toma café, trabalha, almoça, trabalha mais, estuda e vai pra casa? Que nas noites de sexta-feira veste a melhor roupa e "sai à caça"? Que pensa em subir de cargo na empresa, casar e ter filhos? Não, não era isso que via, mas... se não era isso, o que havia de ser? Estudar, estudar, estudar. E depois? Possuia algum talento? Algum dom? Acreditava que não. Esperava algum reconhecimento, mas pelo que? Por explorar as próprias potencialidades? Por ter aprendido algo durtante a vida? Isso todos fazem. O reconhecimento viria por grandes feitos, que não acreditava ser capaz de executar. Milhões de idéias sem ligação, sem conclusão passavam-lhe pela cabeça. Foi até a cozinha, bebeu um copo d´água e voltou ao espelho. Uma lágrima rolou pela face. Enxugou-a. Olhou para o relógio e viu que era tarde. Lembrou que estava a três noites sem dormir e desistiu de refletir sobre a própria vida. Tomou um calmante. Dormiu.
Escrito por Lila às 00h08
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Estou surtando com o lance da chácara pra onde provavelmente mudo em breve... não consigo parar de pensar nisso... vai ser uma mudança radical no meu esquema de viver... e acho que pra muito melhor. agora está faltando só fazer o contrato e essas coisas burocráticas, mas conseguimos uma chácara a um bom preço, bem localizada, muito bem cuidada, com 5 suites mais a casa do caseiro, ou seja, bastante privacidade para todos os moradores, enfim... o lugar perfeito... O que me nóia um pouco é a possibilidade de desentendimento com as pessoas que eu amo (já aconteceu isso mais de uma vez... morar com as pessoas, mesmo aquelas com quem se convive muito é sempre uma incógmita...), mas como tudo é superável... ? No mais ando estudando bastante pro concurso do banco, brigando com o computador pra tentar gravar um cdzinho demo, comendo e dormindo muuuutio...
beijinhos a todos...
Escrito por Lila às 23h34
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Episódio II
Sobre as rosas...
Conversaram. Ela chorava de soluçar. Para ele, parecia tudo bem, algo de carinho e compreensão permanecia. Caminhou lentamente até a roseira, tentou pegar uma rosa que se despetalou. Invadiu-me a mente a cantiga infantil :
"o cravo brigou com a rosa
debaixo de uma sacada
o cravo saiu ferido
e a rosa despetalada..."
Conseguiu duas rosas, uma branca e uma cor-de-rosa. Segurou-as em frente a nós, a rosa rosa em frente a ela e a rosa branca em frente a mim, por um longo tempo. Possivelmente eu percebi o tempo mais longo do que realmente foi. Disse algumas palavras confusas, inverteu as mãos, por fim, deu-lhe a rosa branca e deu-me a rosa rosa. A rosa branca desmanchou-se como a primeira que tentara pegar, ofereci a ela a rosa rosa em um gesto impensado. Ele voltou à roseira, pegou mais uma rosa branca e deu-lhe. Ela preferiu ficar com a rosa rosa, eu não questionei. Havia algo de simbolismo nisso? Não há como saber o que ele pensou, mas o fato é que ele deu a rosa rosa para mim. Como eu podia pensar em uma coisa dessas em um momento como aquele? Como eu era cruel...me senti culpada e tentei desviar o pensamento com algum esforço. Por algum tempo consegui. Caminhamos juntas para casa, com as rosas entre os dedos, conversando sobre o ocorrido, tudo o que viveram, todas as preocupações, as chances de voltarem. Praticamente só ela falava e os soluços não cessavam. A canção voltou a minha mente, e se repetia, repetia, repetia. Qual foi a intenção dele? Fazia alguma diferença a cor da rosa? Ficou claro que estava tudo terminado, mas eu não devia me ocupar desses assuntos. Maldita canção que me tortura a mente.
Escrito por Lila às 00h13
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Toquei. Ontem. No Centro de Cultura, com várias semanas de atraso em relação a idéia original. A maioria dos meus amigos mais próximos estava lá e foi muito bom, pq gosto de fazer música para meus amigos. Foi um puta trampo arranjar um pedestal pro microfone, só tinha uma caixa, as dificuldades de sempre. Alguns enrroscos no meio de algumas músicas, mas acho que no geral foi bom. A Aline foi com um amigo dela que filmou... quero ver como ficou (estou ansiosa!!!!)
Minha vida continua bagunçada, não sei se vou mudar de novo ou não, mas só mudo se for para um lugar melhor. Dichavei a lista telefônica hoje de manhã em busca da chácara pra onde queremos mudar muito em breve, mas pelo que vejo vai ser um pouco difícil encontrá-la. Eu até tenho tempo pra ir atrás disso, afinal, não posso sair de onde estou até 30 de setembro, mas o nelo e a jana tem mais urgência, por isso minha estadia em bauru, apesar de eu estar de férias oficialmente estenderá-se até terça, não domingo.
sem mais para o momento, renovo meus votos de estima e consideração....kkkkkkkkkkkkkkkk
Escrito por Lila às 17h55
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Episódio I
Inexistência...
Não houve nenhuma morte na cidade naquele dia. Não que isso seja bom, mas, de fato, anunciava que havia algo estranho acontecendo. Deu-se conta disso quando ao passar em frente ao único cemitério, o letreiro não tinha nenhum nome. Estava completamente vazio, o que não se lembrava de ter presenciado nos últimos 10 anos. Naquele dia, Júlio estava com preguiça de existir. Passou a maior parte do dia dentro de casa, sem que qualquer fresta de luz do ambiente externo pudesse dar qualquer indício de que o tempo estava passando. Saiu para cumprir os únicos compromissos dos quais não teve como se livrar, quando já havia anoitecido. Fez tudo o que tinha para fazer: cumprimentou com um sorriso falso nas faces, falou com todos mecanicamente, como se nada tivesse acontecido. Comeu qualquer coisa para enrolar o estômago, que já parecia estar digerindo-se a si mesmo, para diminuir um pouco da dor, com a qual também não se importava muito, tamanha era sua preguiça de existir. Foi para casa. Fechou as janelas e as cortinas, andou um pouco em círculos e voltou a dormir. Naquele dia não viu o jornal, nem ouviu nenhuma música do rádio. Lhe infernizavam a cabeça apenas os sons dos carros passando pela rua, não que houvesse muitos na cidade, mas parece que naquele dia todos resolveram sair e passar algumas vezes em frente a sua casa. Era algum tipo de protesto? Pouco se importava, tamanha era a preguiça de existir. Dormiu profundamente, não se sabe exatamente quando.
Escrito por Lila às 00h18
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Rafa e Tata em Bauru
Pois é... Meus irmãozinhos estão passando essa semaninha aqui. Bagunçando bastante, convivendo com meu final de semestre conturbado, mas sobrevivendo. Eles estão me dando menos trabalho do que eu imaginava, mas é engraçado como as coisas mudam... horários, desencanamento de baladas, menos tempo pra fazer as minhas coisinhas... De qualquer forma eu estou curtindo e ao que vejo eles tb.
Talvez eu me mude muito em breve de novo, pra um lugar no esquema que eu quero a muito tempo... aguardem cenas dos próximos capítulos.
O Centro de Cultura mudará de formato muito em breve, e eu vou tocar lá nessa sexta, como uma espécie de "despedida". Músicas minhas e algumas que fazem parte da minha história... Como se fosse uma boa conversa...
Escrito por Lila às 20h20
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Centro de Cultura
Tudo começou quando o Felipe, que morava com o Nelo mudou de cidade. Agora o Nelo mora no andar de cima de onde era sua casa, e o andar de baixo virou um Centro de Cultura. É a proposta de um espaço em permanente construção. Pensando a arte como algo intencional, algo que pode transformar a realidade, vamos construindo esse espaço e compartilhando nossos conhecimentos. Uma alternativa às baladinhas vazias. A gente vende bebidinhas e comidinhas pra bancar o aluguel e o nosso trampo (embora nenhuma das duas coisas esteja acontecendo até o momento, essa é a idéia... só não etamos tendo preju até agora). Tem espaço pra quem quiser expor e vender seus artesanatos, pra quem quiser dar diversos cursos, expor trabalhos artísticos. Estamos discutindo a existência de uma biblioteca viva. Logicamente mais idéias são bemvindas... aliás, são necessarias!!!
Estou tendo a oportunidade de colocar em prática o que eu penso e o que eu sei sobre música. Estamos tendo encontros musicais todos os sábados, e percebo que as pessoas envolvidas estão realmente desenvolvendo habilidades. Como sempre digo, não existe dom pra música, o ser humano é um ser que aprende. Aliás, se partirmos do pressuposto de que as habilidades são inatas (seja chamando-as de "dons", como fazem as religiões, seja pelo cientificismo que acha que tudo é genético...) não tem porque se pensar em educação.
É claro que o Centro tem uma postura política (vindo de mim o que vcs esperavam?!!!rs...rs..rs...) e isso também está em construção. Os passos iniciais já foram dados. Agora basta não deixar a coisa morrer
Quem quiser conhecer, estamos por enquanto na R. Paes Leme 6-19 abertos nas 5as. feiras a partir das 23 horas e nas 6as. e sábados a partir das 21 horas.
Beijinhos a todos
Escrito por Lila às 09h34
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